CARTA AOS CLIENTES

SETEMBRO 2026

O preço da espera

Por que o capital ficou escasso no mundo inteiro, o que isso vai cobrar do Brasil a partir de 2027 e onde essa conta já aparece na sua carteira.

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NESTA CARTA

› O capital ficou escasso — o juro de 30 anos americano em 5,3%, o japonês acima de 4% e o britânico perto de 6% contam a mesma história

› Dívida americana em US$ 40 trilhões — colocar cada nova emissão no mercado mais que dobrou de preço em onze anos

› Selic cai, título longo cai junto — a ponta curta responde ao ciclo, a ponta longa responde ao fiscal

› Dívida bruta em 82,5% do PIB — o país precisaria de superávit onde ainda opera no vermelho

› Dois Brasis em 2027 — dos mesmos preços de hoje saem dois futuros separados por cerca de cinco pontos de juro

› Três sinais para acompanhar
— como reconhecer um ajuste de verdade antes que ele apareça no preço

› IFIX a 0,86 do patrimônio — o desconto que a curva criou, e o que a história diz sobre ele

Como fechou agosto de 2026

O retrato do mês que passou, com o fechamento e a variação dos principais indicadores que acompanhamos nas carteiras.

ÍNDICE FECHAMENTO EM 31/08 VARIAÇÃO EM AGOSTO
Ibovespa 177.419 pts −0,33%
S&P 500 7.686,14 pts +2,62%
Nasdaq-100 29.456,97 pts +4,18%
Bitcoin (BTC/USD) US$ 78.570,30 +24,96%
IFIX 3.762,79 pts −1,46%
Dólar (USD/BRL) R$ 5,1840 +2,14%
Tesouro IPCA+ 2050 (PU) R$ 881,27 +1,23%

Fechamentos de 31 de agosto de 2026 e variação sobre o fechamento de julho. No Tesouro IPCA+ 2050, a variação corresponde ao preço do título no mês, efeito da marcação a mercado. Fontes: B3, Investing.com e Tesouro Nacional.

Agosto foi um mês de duas metades, e o quadro esconde isso. O Ibovespa caiu em onze pregões seguidos até o dia 18, acumulou a maior saída mensal de capital estrangeiro da série histórica, perto de R$ 18 bilhões, e ainda assim terminou praticamente onde começou, porque as duas últimas semanas devolveram quase tudo. O Bitcoin, sempre o termômetro mais sensível de liquidez global, subiu quase 25% no período. Já os fundos imobiliários fecharam no vermelho mesmo com o título público longo se valorizando, e essa aparente contradição é o próprio fio desta carta: um se move no dia, o outro demora a acompanhar.

De onde viemos, e o que ficou mais caro

Na carta de agosto escrevemos que o mercado havia passado a cobrar credibilidade de todo mundo ao mesmo tempo, do banco central americano às empresas de tecnologia, e que essa exigência tinha preço. Um mês depois já é possível dizer qual é. Ele aparece no custo do dinheiro, e subiu em toda parte.

O mês cabe em uma frase: a era do dinheiro barato ficou para trás. E aqui está o ponto menos óbvio desta carta, porque essa não é uma constatação sobre o Brasil. A poupança disponível no mundo diminuiu, e o que restou dela passou a custar bem mais caro. Isso muda a régua pela qual qualquer investimento é avaliado, inclusive o seu.

O mundo voltou a cobrar caro pelo dinheiro

Durante quase duas décadas sobrou poupança no mundo e faltou projeto para financiar. Governos, empresas e famílias conviveram com juros que hoje parecem irreais: o Japão passou anos com taxa negativa, e o juro americano rondou a faixa de 1% a 2% ao ano. Nesse ambiente, financiar uma ferrovia, uma hidrelétrica ou uma rede de transmissão custava quase nada, e os países que fizeram isso com disciplina saíram maiores depois disso.

O problema é que dinheiro barato por tempo demais afrouxa a vigilância. As maiores economias desenvolvidas se acostumaram a gastar mais do que arrecadavam e assim atravessaram anos, até que o choque inflacionário da pandemia virou o jogo.

Hoje a relação se inverteu. Falta poupança e sobra projeto disputando o mesmo dinheiro. Déficits públicos maiores, a reconstrução da capacidade de defesa, a transição energética e a infraestrutura da inteligência artificial competem simultaneamente pelo mesmo capital, e o preço sobe. É por isso que os juros de prazo mais longo dispararam em economias sem relação direta entre si.

Os números impressionam por não serem brasileiros. O título americano de 30 anos superou os 5,3% ao ano, o maior patamar desde 2007. O japonês da mesma maturidade furou a barreira dos 4%, algo inédito nesse vencimento, num país que convivia com taxa negativa até pouco tempo atrás. O britânico chegou a 5,89%, o maior nível desde março de 1998, e o alemão beira 3,8%, custo que os alemães não viam havia cerca de quinze anos.

Por trás disso há uma mudança silenciosa e mais importante do que a manchete. Em agosto a dívida pública americana ultrapassou US$ 40 trilhões, dobrando em menos de uma década. E o dado que melhor traduz o novo regime é o custo de colocar essa dívida de pé. A cada título novo, o Tesouro americano precisa oferecer um prêmio acima da taxa de referência para convencer alguém a ficar com o papel. Esse prêmio era de cerca de 0,8 ponto percentual ao ano em 2015 e chegou a 1,87 em 2026, mais que o dobro em onze anos. O título continua sendo o mais seguro do planeta, e mesmo assim já precisa pagar bem mais para encontrar quem fique com ele.

O QUE ISSO SIGNIFICA NA PRÁTICA

Quando o juro de longo prazo sobe no mundo desenvolvido, ele passa a funcionar como um piso para todo o resto. Se um título soberano de um país rico paga 5% ao ano em dólar, qualquer outro ativo precisa oferecer mais do que isso para justificar o risco adicional, e isso pressiona o preço de ações, de imóveis e de crédito em todo lugar. É o mesmo piso por trás do barateamento dos ativos emergentes ao longo de agosto e da exigência maior que o investidor global passou a fazer do Brasil. Nada disso é sobre nós, mas tudo isso chega até nós.

Por que o Copom corta e o título longo cai junto

Esta é a pergunta que mais aparece nas nossas conversas, e ela merece uma explicação completa, porque a resposta muda a forma de olhar a carteira. O Copom cortou a Selic pela quarta vez consecutiva em agosto, levando a taxa a 14% ao ano. Mesmo assim, quem carrega um título público longo viu o extrato diminuir em boa parte do ano. Parece uma contradição, mas não é.

A curva de juros tem dois motores independentes. A ponta curta responde ao ciclo econômico e à inflação, e é ali que o Banco Central atua. A ponta longa responde à trajetória da dívida, à confiança na capacidade de pagamento do país e à incerteza sobre as decisões que virão. Quem compra um título com vencimento em 2050 empresta dinheiro por mais de vinte anos, e o preço desse empréstimo reflete o risco de todo o período, não a economia deste trimestre.

Os dois motores puxam para lados diferentes. Do lado do ciclo, a economia perde tração. O IBC-Br, prévia mensal do PIB calculada pelo Banco Central, recuou 0,6% em junho. O PIB do segundo trimestre cresceu 0,5% contra 1,1% no primeiro, com o consumo das famílias em terreno negativo, e a produção industrial de julho subiu apenas 0,2%, abaixo dos 0,6% projetados. Esse conjunto justifica cortar juros.

Do lado fiscal, a fotografia é outra. A dívida bruta do governo geral chegou a 82,5% do PIB em julho, subindo de 81,9% em junho e alcançando o maior patamar desde abril de 2021, quando o endividamento disparou para financiar a pandemia. A diferença é que agora não há emergência que explique o nível. Estabilizar a trajetória exigiria arrecadar cerca de 2,1% do PIB a mais do que se gasta antes do pagamento de juros, pelas contas da Instituição Fiscal Independente do Senado, e o país ainda faz o contrário, com déficit de 0,67% do PIB em doze meses até julho. São quase três pontos percentuais entre onde estamos e onde a dívida pararia de crescer.

O custo disso já não é abstrato. Agosto registrou 135 pedidos de recuperação judicial no país, alta de 82,4% sobre o mesmo mês do ano passado e o maior número do ano, segundo a Serasa Experian. As Casas Bahia entraram em recuperação judicial no mês, com cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas, e o grupo controlador do Habib’s fez o mesmo, com R$ 265 milhões. Antes deles, Raízen e Braskem negociaram recuperações extrajudiciais bilionárias com seus credores. Empresa nenhuma toma dinheiro hoje para devolver amanhã: ela financia estoque, galpão, maquinário e expansão em prazos de anos, e é exatamente o juro longo que define essa conta.

Chegamos ao ponto em que o cenário global e a nossa curva se encontram, e esse encontro tem data marcada. Não é o dia da eleição, é o ano seguinte a ela. O que vai definir o preço dos ativos brasileiros na próxima década não é o nome do vencedor, é a decisão fiscal que 2027 vai exigir de quem vencer.

A eleição, claro, mexe com os preços no caminho. A pesquisa Quaest divulgada em 2 de setembro mostrou Lula com 37% contra 30% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, e um empate técnico no segundo, com 42% para Lula e 41% para Flávio. Foi o bastante para a bolsa brasileira emendar a décima primeira alta seguida no dia da divulgação. É uma fotografia do momento e deve ser tratada como tal, sem confundir movimento de campanha com solução de problema.

O problema está posto e independe de preferência política. Um estudo do BTG Pactual partiu dos preços de 5 de agosto, com o juro de 2031 em 14,2% ao ano, o dólar a R$ 5,13 e a bolsa em 178 mil pontos, e projetou dois caminhos.

A LEITURA PARA O INVESTIDOR

Um extrato negativo em título público longo assusta, mas a mecânica é mais amigável do que parece. Título de longo prazo não tem preço fixo, porque oscila todos os dias, e quando o preço cai é porque a taxa que ele paga subiu. Para quem carrega o papel até o vencimento, a taxa contratada no dia da compra continua valendo, e a oscilação é a contrapartida do prêmio, não um defeito. Para quem ainda vai investir, preço menor significa taxa de entrada melhor. Em agosto isso operou a favor, e o preço do Tesouro IPCA+ 2050 subiu 1,23% no mês.

Os dois Brasis de 2027

Chegamos ao ponto em que o cenário global e a nossa curva se encontram, e esse encontro tem data marcada. Não é o dia da eleição, é o ano seguinte a ela. O que vai definir o preço dos ativos brasileiros na próxima década não é o nome do vencedor, é a decisão fiscal que 2027 vai exigir de quem vencer.

A eleição, claro, mexe com os preços no caminho. A pesquisa Quaest divulgada em 2 de setembro mostrou Lula com 37% contra 30% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, e um empate técnico no segundo, com 42% para Lula e 41% para Flávio. Foi o bastante para a bolsa brasileira emendar a décima primeira alta seguida no dia da divulgação. É uma fotografia do momento e deve ser tratada como tal, sem confundir movimento de campanha com solução de problema.

O problema está posto e independe de preferência política. Um estudo do BTG Pactual partiu dos preços de 5 de agosto, com o juro de 2031 em 14,2% ao ano, o dólar a R$ 5,13 e a bolsa em 178 mil pontos, e projetou dois caminhos.

Com um ajuste fiscal crível (e crível aqui significa possível, não perfeito), o juro longo cederia para perto de 12% ao ano, o dólar iria para a faixa de R$ 4,65 a R$ 4,90 e o Ibovespa se moveria para algo entre 205 mil e 225 mil pontos. Sem ajuste, o mesmo juro saltaria para a faixa de 16,5% a 17,5%, o dólar iria para a faixa de R$ 6,15 a R$ 6,65 e a bolsa recuaria para a região de 116 mil a 134 mil pontos. Cerca de cinco pontos percentuais de juro separam um Brasil do outro, e vale lembrar que já convivemos com dólar acima de R$ 6 no fim de 2024.

Convém ser honesto sobre a dificuldade. Um ajuste desse tamanho não se faz cortando o supérfluo, assim como um orçamento doméstico no vermelho não se equilibra cancelando uma assinatura de streaming. Ele exige discussões que nenhum candidato quer ter em campanha, e por isso é provável que só apareça com clareza depois da apuração, conduzido pelo Legislativo. Daí a importância de olhar também para quem se elege ao Congresso, e não apenas ao Planalto.

OS TRÊS SINAIS PARA ACOMPANHAR

Adivinhar qual dos dois cenários se realizará é perda de tempo, mas reconhecer qual deles está se formando não é. Um ajuste consistente se identifica por três marcas: (i) vem pela despesa e não por imposto novo, porque a carga tributária já é alta para o padrão emergente; (ii) tem cronograma com metas verificáveis ao longo de anos, e não um anúncio isolado; (iii) aparece primeiro na parte longa da curva, depois no câmbio e só por último na bolsa. Quem acompanha nessa ordem enxerga a mudança antes de ela virar manchete.

O desconto que a curva de juros criou

A teoria das páginas anteriores tem um endereço concreto na carteira. Fundos imobiliários disputam capital com os títulos públicos indexados à inflação, porque os dois entregam a mesma coisa: renda corrigida pela inflação ao longo de muitos anos. Quando o título passa a pagar mais, a cota do fundo precisa cair para continuar competitiva. É a mesma marcação a mercado da renda fixa, do lado da renda variável, e ela chega aos fundos com algumas semanas de atraso.

O resultado é que o IFIX, índice que reúne os principais fundos imobiliários do país, negocia hoje a cerca de 0,86 vez o valor patrimonial, relação que o mercado chama de P/VP. Na prática, o investidor paga em torno de R$ 86 por um patrimônio contábil de R$ 100.

O ponto que interessa é o que não mudou. Os aluguéis continuam sendo pagos, os contratos seguem indexados à inflação e os galpões e escritórios permanecem ocupados. Nenhum imóvel piorou. O que mudou foi a régua, porque com o juro longo mais alto o mesmo fluxo de aluguéis passou a valer menos hoje, e a cota acompanhou.

A história oferece um parâmetro útil, ainda que nenhuma média garanta repetição. Nos últimos dez anos, sempre que o IFIX esteve abaixo de 0,89 vez o patrimônio, o retorno médio nos doze meses seguintes foi de 23,8%, contra 13,8% do CDI, e o índice bateu o CDI em 76,6% dessas ocasiões. Nas faixas intermediárias a relação não é linear, e por isso o dado diz menos sobre previsão e mais sobre ponto de partida.

Nada disso é recomendação, e a disciplina de sempre vale com ainda mais força: o que está descontado pode ficar mais descontado. No cenário sem ajuste, com juro longo perto de 17%, esse mesmo índice pode ir de 0,86 para 0,80 ou menos. É por essa razão que a construção de posição em ativo volátil se faz aos poucos, em aportes distribuídos ao longo do tempo.

A AÇÃO QUE O MOMENTO PEDE

Momentos assim recompensam quem tem duas coisas prontas antes de precisar delas: uma carteira equilibrada, que não obriga a vender no pior momento, e uma reserva destinada a oportunidades. Sem elas, o desconto passa e o investidor apenas assiste. Com elas, a queda vira compra a preço melhor. Convém escolher o prazo compatível com os seus objetivos, respeitar o tamanho de posição do seu perfil e comprar aos poucos, sabendo que a volatilidade faz parte do trajeto.

Síntese: a tese encadeada

Os quatro assuntos desta carta são a mesma história em escalas diferentes. O capital ficou escasso porque déficits públicos, defesa, transição energética e infraestrutura de inteligência artificial passaram a disputar ao mesmo tempo a poupança que antes sobrava, e isso elevou o juro longo em todo lugar. No Brasil ele vem somado a um prêmio adicional, cobrado de um país que ainda gasta mais do que arrecada. É esse juro que derruba o preço dos títulos indexados à inflação e dos fundos imobiliários.

Para a carteira, a consequência é direta. O prêmio contratual da renda fixa segue disponível para quem tem horizonte de décadas, e os ativos reais descontados oferecem ponto de entrada raro, desde que comprados aos poucos e dentro do limite do seu perfil. E como a escassez de capital é global enquanto o prêmio fiscal é nosso, segue fazendo sentido dividir o patrimônio entre geografias e moedas, para que um lado ampare o conjunto quando o outro falhar.

O RISCO PRINCIPAL DA TESE

O maior risco é o do cenário sem ajuste. Se 2027 terminar sem que o problema fiscal seja enfrentado, o juro longo sobe, a bolsa comprime, o câmbio se desvaloriza e os descontos de hoje ficam maiores antes de fecharem. Mesmo assim a estratégia não muda, porque juro real alto contratado hoje e ativos com geração de caixa protegem justamente quando o ambiente demora a melhorar. O que se alonga é o calendário, não a direção.

Recado ao nosso cliente

Existe uma pergunta que ouço com frequência e que resume bem este momento: se o cenário é tão incerto, não seria melhor esperar a poeira baixar?

A resposta é que esperar também tem preço, e ele quase nunca aparece no extrato. Quem esperou a poeira baixar em 2016 comprou bolsa brasileira depois que ela já havia subido, e quem esperou clareza sobre o mundo pós-pandemia entrou em renda fixa longa com o juro real já recuado. A clareza custa caro justamente porque, quando ela chega, o preço já mudou.

Isso não é um convite a assumir risco incompatível com o seu momento de vida, é o contrário: é um convite a decidir com estrutura em vez de decidir por intuição. Você não precisa acertar quem ganha a eleição nem para onde vai o juro americano. Precisa de uma carteira construída para atravessar os dois Brasis, travando juro real elevado enquanto ele existe, mantendo qualidade na renda variável, preservando a diversificação internacional e comprando os ativos descontados aos poucos, cada decisão calibrada ao seu perfil e ao seu prazo.

Ninguém constrói o patrimônio que merece adivinhando o próximo movimento. Constrói somando disciplina, paciência e a coragem de agir quando a maioria prefere esperar. Num mundo em que o capital voltou a ser escasso, essa coragem tem um nome mais simples, constância, e é dela que a Cash Wise cuida com você, em cada etapa da travessia.

Sobre o autor

Rafael Costa (CGA | CFP®)

Fundador e CEO da Cash Wise

Rafael Costa

Investidor no mercado financeiro desde 2006 e educador financeiro desde 2017, Rafael Costa reúne mais de vinte anos de experiência em finanças, gestão e tecnologia, e carrega as principais certificações do mercado brasileiro, entre elas a de gestor de recursos e a CFP®, de alcance internacional.

A trajetória começou pela educação, quando ele passou a falar publicamente sobre investimentos para ajudar as pessoas a organizar a própria vida financeira, movimento que deu origem ao Cashflix em 2020.

Foi de dentro daquela escola que veio o passo seguinte, porque em 2022, ao lado de cinco alunos, ele fundou a Cash Wise, hoje um escritório credenciado pela XP Investimentos que reúne mais de 60 assessores, atende mais de 2.800 clientes e administra R$ 500 milhões sob custódia, com presença em mais de doze estados brasileiros e atendimento também a clientes no exterior. Esse crescimento rendeu à casa, em 2025, o reconhecimento da XP entre os escritórios que mais se expandem no país, no mesmo período em que Rafael figurou, mais de uma vez, entre os educadores financeiros mais influentes do Brasil, segundo a ANBIMA (Finfluence).

É dele a leitura de cenário que dá origem a esta carta, escrita mês após mês com a mesma convicção que orienta a casa desde o primeiro dia, a de que alinhamento de interesses, visão de longo prazo e acompanhamento próximo são exatamente o que separa uma assessoria de verdade de um vendedor de produtos.

2006 Investindo no mercado
2017 Educando investidores
2022 Fundação da Cash Wise
+60 Assessores no time

VAMOS CONTINUAR ESSA CONVERSA?

Esta carta chega uma vez por mês, mas o mercado se move todos os dias, e é nas redes sociais que eu comento as decisões que mexem com os preços, compartilho o que ando estudando sobre alta performance em investimentos e mostro os bastidores da Cash Wise. Se o que você leu até aqui fez sentido, me acompanhe por lá, vai ser um prazer ter você por perto entre uma edição e outra.

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